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Dias 11 e 12 de setembro – São Luis – MA

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Pela primeira vez em 50 anos, chego à São Luis, uma das 3 capitais brasileiras localizadas em uma ilha. As outras duas, para quem não se lembra, são: Florianópolis em SC e Vitória no ES.

Em São Luis fui recebida por Marcos Contente, diretor da Operadora Planeta Contente e um grande amigo e uma grande amiga, Mariah Frota, que fez a gentileza de nos colocar em sintonia e assim, de amigo em amigo, fiz mais um, pois Marquinhos Contente faz jus ao nome que tem e nosso encontro foi para ambos, de muita alegria e contentamento…

Ficamos no hotel do grupo Solare – Praia de Bela, e como chegamos já no final do dia, o tempo curto nos permitiu descarregar as malas, um bom banho revigorante e logo saímos para o jantar.

Marcos nos levou ao Restaurante Cabana do Sol, típico de carnes, com direito à baião de dois, macaxeira e manteiga de garrafa.

Em São Luis, a culinária tem o seu lugar de destaque. Aqui, além de pratos típicos e de restaurantes sofisticados, existem as “Bases”, que são os restaurantes mais tradicionais da cidade e que surgiram em quintais ou salas de residências familiares. Com um atendimento personalizado e temperos especiais, nas “Bases” pode-se experimentar os pratos típicos da culinária maranhense, como o arroz de cuxá e a torta de camarão ou caranguejo . Normalmente estão localizados na periferia da capital, longe da orla marítima e, apesar do bom atendimento, costumam ser rústicos.

Saborosa, a cozinha maranhense reúne influências indígena, portuguesa e africana, com grande variedade de frutos do mar e pitadas generosas de farinha. Não por acaso, o prato mais famoso da região é o arroz-de-cuxá. A iguaria é feita com verdura, camarões secos, gergelim e farinha de mandioca, sendo servida nos restaurantes especializados nas delícias regionais – das ”bases”, aos sofisticados. Os estabelecimentos mais concorridos se concentram no Centro Histórico.

A noite foi bastante agradável, mas o cansaço venceu e o dia estava reservado para um city-tour pela bela cidade. Assim, após o jantar, fomos dormir.

Um dia de sol nos acordou na capital maranhense. Como combinado, Marcos acompanhado de um guia local, nos encontrou no lobby do Praia de Bela, de onde saímos para um dia especial.

São Luis é uma cidade limpa e bem cuidada. O avanço imobiliário é notório. Muitos prédios de todos os tamanhos e formatos crescem por toda a cidade.

Nosso destino foi o Centro Histórico, que compreende uma área de 220 hectares de extensão. Cerca de 2500 imóveis estão tombados pelo patrimônio histórico estadual, e 1000 pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Parte desse sítio foi declarada Patrimônio Mundial em 1997, por seu conjunto arquitetônico colonial português adaptado ao clima do local.

Uma curiosidade arquitetônica do centro histórico é a preocupação com o clima, quente e úmido. Entre as soluções, o uso de azulejos na impermeabilização das fachadas de taipa, que vinham de Portugal nos porões dos navios e serviam de lastro. Na época era uma mercadoria sem muita importância, mas hoje em dia, confere uma beleza única a estas casas antigas.

Outra curiosidade que me chamou a atenção foi a nomenclatura destes casarios, distinguidos entre si por sobrados, casas térreas e solares. Sempre usei estes termos, mas confesso, com total falta de conhecimento. Os sobrados possuem até quatro pavimentos, sendo o térreo loja comercial e os outros pisos residências. Os solares, mais suntuosos, possuem muitos detalhes refinados e como o nome já diz é um “só lar”, sem comercio no piso inferior e as casas térreas, por fim, passíveis de várias classificações. Entre as construções a serem destacadas, encontram-se o Convento das Mercês, a Casa das Tulhas, as igrejas do Rosário e do Desterro, a Casa das Minas, das Fontes e das Pedras, o Teatro Artur Azevedo e o Palácio dos Leões. Graças ao nosso guia, tivemos acesso a um banho de história, que com ela construímos o que somos hoje.

Nosso tour ainda contou com uma passada pelo mercado público, onde fomos guiados pelo Wellington Santos, que foi um verdadeiro anjo conosco.  Lá comprei uma farinha típica, que é consumida com regularidade pelos moradores locais. Agradeço ao meu novo amigo Marcos Contente a oportunidade proporcionada e que ainda me fez o grande favor de cuidar da minha L200, quando retornei ao Rio, finalizando assim a etapa Norte de minha Mit Aventura Elegante.